Diante de 11 andares vi minha vida passar em menos de um segundo e concluí que eu queria viver muito mais.
Procurei o doutor dos doutores, e contei os degraus que subi, este doutor receitou-me pílulas, mas com cautela terceira – de um amor inexistente e perturbado que mandou-me para outro destino.
Concordei em assumir o devaneio daquela descida, e acolhi a vastidão unitária do remédio.
Não houveram sonhos naquela noite, pois este remédio é feito pelo homem – filho do Deus MORFEU.
Acordei atordoada, e, num momento de fraqueza causada por singularidade medicinal – não sou habituada – vislumbrei minha loucura que entoava um canto assim: – rápido e sem dor!
Minha palma ficara repleta do que restava dos 29 MORFEUS, e engoli rápido, esperando o sono tranquilo e eterno.
Loucura!!!

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